Costurar é revolucionar

Atualizado: 6 de fev. de 2021

A importância do faça-você-mesmo para mudar o mundo

Autora: Débora Schimidt Nardello (Estilista da marca Lusco Fusco)


Muita gente não sabe (e outros muitos sabem) mas além de designer faz-tudo na Lusco Fusco/blogueira/cicloativista/ilustradora/nova podcaster/bike anjo, sou também professora de costura (e modelagem!). Desde que me conheço por gente sou uma super entusiasta do faça-você-mesmo (em diversas áreas, não só na costura) e hoje tenho a honra — e responsabilidade — de ensinar pessoas que buscam na costura um fonte de renda, mudança de carreira, autonomia e independência, um novo estilo de vida, passar o tempo de forma produtiva, abrirem seus próprios negócios e embarcarem em um dia-a-dia com mais autenticidade, beleza e conexão. Se para mim a moda sempre foi paixão, refúgio e forma de expressar quem sou e as coisas que acredito, ensinar outras pessoas a fazerem roupas e encontrarem na moda um caminho para suas vidas foi totalmente natural e até meio óbvio (minha professora de costura sempre me disse que um dia eu também seria professora de costura — será que ela previa o futuro?)


Aos meus olhos, costurar é uma habilidade mágica — muito útil no dia-a-dia, mas muito mais do que simplesmente fazer bainhas. Seja à mão ou à máquina, uma roupa simples ou complexa, transformar um pedaço de tecido em uma peça é absolutamente fantástico. É colocar um pouco de si em uma coisa tangível, contar uma história sobre quem somos, construir uma relação não-descartável e fazer uma coisa que é só minha, misturando originalidade, delicadeza e respeito. Implica em fazer de fato, ao invés de apenas perceber que algo é feito para nós. É s